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A Comercialização do Melão em Portugal

Originário da Ásia, o melão (Cucumis melo L.) já era conhecido no início da Era Cristã, tendo-se vulgarizado na Europa durante o período da Idade Média. A meloa (Cucumis melo cantalupensis) é uma variedade de melão e apresenta características semelhantes.

Cerca de 70% da produção mundial de melão concentra-se na Ásia, sendo a China o maior produtor com um peso próximo dos 50%. Seguem-se-lhe, por ordem de importância a Turquia, o Irão, a Espanha e os Estados Unidos da América, que, em conjunto, têm um contributo de cerca de 20% na produção mundial. O México, o Egipto, Marrocos, a Roménia e a Itália são também importantes produtores, embora com produções inferiores.

Em Portugal, a área de cultura é de 3.865 ha, atingindo-se uma produção anual de 92.000 toneladas, que tem vindo a crescer nos últimos anos. As áreas de mercado mais representativas são: Vila Franca de Xira, Almeirim, Alpiarça, Beja, Moura e Algarve.

As variedades comercializadas são o Branco do Ribatejo, o Pele de Sapo, o Tendral, o Casca de Carvalho, e, vulgarmente designadas por meloas, as variedades Harvest King e Gália.

As zonas de produção localizam-se no Alentejo (Moura, Beja e Elvas), no Ribatejo e Oeste (Ribatejo, Vila Franca de Xira e Oeste), no Algarve (sobretudo na campina de Faro/Olhão) e ainda, com menor expressão, na região de Entre Douro e Minho. Nesta região produz-se o melão Casca de Carvalho, muito apreciado e valorizado na zona, mas com fraca expressão a nível nacional. No resto do país produz-se, essencialmente, o Branco do Ribatejo e as meloas tipo Gália e Harvest King.

A cultura de ar livre, de regadio e sequeiro, é largamente predominante no nosso país, efectuando-se a cultura em estufa apenas no Algarve - cerca de 62% da produção regional - e no Oeste, actualmente com pouca importância.

No Ribatejo e Alentejo, a estrutura produtiva da cultura do melão é composta essencialmente por seareiros e algumas empresas agrícolas de maior dimensão.

A cor e a textura da casca do melão, bem como a cor e o sabor de sua polpa, variam com a espécie e a forma de cultivo. A polpa também varia segundo o tipo, havendo melões amarelados, esverdeados e esbranquiçados. A meloa apresenta uma forma arredondada, casca com nervuras e polpa verde ou alaranjada.

O mais comum é servir o melão ao natural como entrada, frequentemente acompanhado de fatias de presunto, ou como sobremesa. A abundância de água no seu interior e o sabor suave tornam o melão uma fruta muito apreciada na forma de sumos ou gelados. As suas sementes, tostadas e salgadas, também podem ser consumidas.

Este fruto tem propriedades refrescantes e hidratantes, pois possui 90% de água, sendo, por isso mesmo, ideal para as épocas de muito calor. Contém vitaminas A, C e E, além de alguns sais minerais como cálcio, fósforo, potássio e ferro. É excelente para regimes de emagrecimento, uma vez que tem efeitos diuréticos e que 100 gramas desta fruta contêm apenas cerca de 25 calorias.

O melão não continua a amadurecer após a colheita, portanto, se for colhido antes de estar totalmente maduro, nunca atinge o seu melhor sabor.

A sua compra requer alguns cuidados, para se considerar que a fruta está em boas condições de consumo. Um melão maduro apresenta as seguintes características: quando comprimido nas extremidades, cede levemente, as suas sementes devem estar soltas (sacudindo a fruta, deverá fazer ruído), a casca encontra-se bem firme, tem cor forte e não apresenta rachaduras, partes moles ou perfurações de insectos e o perfume da fruta deve ser suave e agradável.

A sua comercialização tem início em meados de Agosto, com a meloa Gália de estufa e termina a meados de Outubro com o melão de sequeiro. A maioria dos produtores efectua o planeamento da produção para poder satisfazer os compromissos de abastecimento com as entidades comerciais, nomeadamente com as Centrais Fruteiras, Cooperativas e Agrupamentos de Produtores e Centrais de Compra das grandes superfícies de venda.

O melão é transaccionado nos mercados regionais, mercados abastecedores e grandes superfícies de venda (através de contratos pré-estabelecidos), sendo ainda prática comum a venda directa ao consumidor, à beira da estrada ou em mercados típicos. O melão Casca de Carvalho constitui uma excepção, pois a sua comercialização é efectuada, na quase totalidade, em feiras e romarias tradicionais da região norte, durante os meses de Agosto e Setembro.

A balança comercial é deficitária. O principal fornecedor do mercado nacional é a Espanha, com uma quota de 85%, e em período de contra-estação, a Costa Rica e o Brasil que, em conjunto representam 10%. As vendas ao exterior são modestas, comparativamente às aquisições, mas têm vindo a aumentar, nomeadamente as vendas para Itália e Espanha.

Na região do Entre Douro e Minho está a ser desenvolvida uma linha de trabalho para a preservação e melhoramento do melão Casca de Carvalho, como alternativa viável a outras culturas da região.

 

 
 
 
 
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