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A Comercialização da Uva de Mesa em Portugal

A vinha foi uma das primeiras plantas cultivadas pelo homem, motivo pelo qual desempenhou um papel muito significativo na economia das antigas civilizações. Após a mistificação do vinho pelo cristianismo, a cultura da vinha provou um grande desenvolvimento, que subsistiu até aos nossos dias.

As suas inúmeras variedades apresentam características distintas na forma, tamanho, tonalidade, qualidade, produtividade, etc. Regra geral, têm uma forma redonda ou oval, possuem uma polpa semi-translúcida coberta por uma pele fina e a coloração varia entre o verde, vermelho e roxo escuro. De acordo com a variedade, a uva pode ser usada para:

  • Uva de mesa - variedades com baixa acidez, pobre em açúcares e cumpre padrões de tamanho, coloração e forma
  • Produção de vinho - variedades com maior acidez e conteúdo moderado de açúcares
  • Uva passa - variedades com baixa acidez e ricas em açúcares

Além disso, as uvas podem também ser usadas para a produção de sumo e confecção de doces e geleia. Neste artigo, serão somente descritas as características da uva como fruta fresca.

Hoje em dia, cultiva-se nas regiões temperadas de todo o mundo, sendo que a Europa lidera a produção mundial, com uma quota de quase 50%, destacando-se a Itália, a França e a Espanha como os maiores produtores mundiais. A Ásia contribui com 25% da produção mundial, sendo a China e a Turquia os principais produtores. O Continente Americano contribui com cercas de 20% na produção mundial, sendo os Estados Unidos da América e a Argentina os maiores produtores.

Esta cultura ocupa em Portugal uma área de cerca de 6.000 hectares, obtendo-se uma produção anual superior a 50.000 toneladas.

As áreas de mercado mais representativas são: Algarve, Alenquer, Ribatejo, Palmela e Ferreira do Alentejo. As regiões do Algarve e do Ribatejo concentram, em conjunto, cerca de 85% da área e 90 % da produção total de uva de mesa do Continente. A produção de uva sem grainha, ainda em reduzida escala, destina-se maioritariamente ao mercado inglês, grande apreciador deste tipo de uva.

O conteúdo em açúcares elevado, principalmente frutose e glicose, é responsável pelo facto da uva ser um dos frutos com valor energético mais elevado. O conteúdo em fibras alimentares é moderado. É rica em potássio e tem um teor moderado de cálcio, fósforo e magnésio. De entre as vitaminas, destaca-se o teor de vitamina B6 e, somente na uva preta, os carotenos (pro-vitamina A). A uva é ainda rica em fitoquímicos benéficos ao organismo, nomeadamente as antocianinas quercitina e resveratrol.

Na hora de as comprar, o melhor mesmo é prová-las. É que, contrariamente à grande maioria das frutas, as uvas não adquirem mais açúcar na fruteira, por isso, se ainda estiverem verdes e ácidas, podem ir murchando e amolecendo, mas permanecerão ácidas.

As uvas devem ser consumidas após a compra, tão rapidamente quanto possível e não devem ser armazenadas à temperatura ambiente, porque sofrem um processo de fermentação, que acelera a sua deterioração. Devem ser conservadas no frigorífico, sem serem lavadas.

A comercialização inicia-se no Algarve, a meados de Junho e termina a meio de Novembro, na região do Alentejo.

A balança comercial é muito deficitária. As vendas ao exterior são muito modestas, comparativamente às aquisições. A uva portuguesa tem grande aceitação em mercados como Espanha, Itália, França, Bélgica, Alemanha e Federação Russa. O principal fornecedor do mercado nacional é a Espanha e, em período de contra-estação, a África do Sul e o Chile.

Nos próximos anos, prevê-se um aumento da produção a nível nacional, dado terem sido efectuados investimentos a nível de infra-estruturas, equipamento e aumento de áreas de produção, especialmente em Ferreira do Alentejo e Palmela.

 

 
 
 
 
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