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A Comercialização do Alho Francês em Portugal

O alho francês (Allium porrum) é um vegetal que pertence à família das Aliáceas, a mesma das cebolas e dos alhos. Presumivelmente derivado de uma variedade de alho do Próximo Oriente, já era já utilizado pelos antigos Egípcios, Gregos e Romanos, que depois o levaram para as diversas partes da Europa.

Em vez de formar um bolbo arredondado, como a cebola, o alho-francês produz um longo cilindro de folhas encaixadas umas nas outras, esbranquiçadas na zona subterrânea. Para que o bolbo fique de cor branca, é necessário proceder um mês antes da colheita à "amontoa", isto é, soterrar quase por completo a planta.

Em geral, subdividem-se as suas variedades em alho-francês de Inverno e de Verão. Enquanto que a variedade de Verão é plantada com vista a uma colheita rápida, a de Inverno é geralmente colhida até à Primavera seguinte ao ano em que é plantado. As variedades de Verão são geralmente de menor porte e têm um sabor menos intenso que as variedades de Inverno.

O Oeste, Póvoa do Varzim-Esposende e o Grande Porto são as principais regiões de cultura deste vegetal no nosso país, produzido maioritariamente ao ar livre.

De sabor mais suave que a cebola, este vegetal é muito usado na culinária, sendo um ingrediente da famosa vichyssoise.  A sua parte subterrânea, de cor branca, é a predilecta dos cozinheiros, compondo sopas, guisados, gratinados, tartes ou salteados como acompanhamento perfeito para carnes e peixes. No entanto, as folhas verdes não devem ser desperdiçadas, podendo aplicar-se na confecção de sopas.

Composto maioritariamente por água e escasso em hidratos de carbono, o alho francês possui um baixo valor calórico. Trata-se de um legume com uma quantidade significativa de fibras, folatos, minerais como o potássio, o magnésio, o cálcio e o ferro e vitaminas C e B6.

Paralelamente ao aspecto alimentar, o alho francês goza, em Portugal, de uma vertente lúdica, associando-se aos festejos tripeiros de S. João, onde se apelida de alho porro, e é usado para martelar as cabeças dos mais desprevenidos.

Para adquirir este vegetal no mercado, há que ter em conta diferentes critérios de qualidade: o talo deverá ser branco, direito, consistente e sem marcas, enquanto que as folhas deverão apresentar uma coloração verde escura e forma plana.

A campanha de comercialização decorre durante todo o ano, no entanto, as maiores quantidades transaccionadas acontecem em dois períodos: nos meses de Janeiro a Abril e de Setembro a Dezembro. Trata-se de um produto com boa procura, quer no mercado nacional, quer no internacional.

O alho francês é dos pouco produtos hortícolas que tem tido, em alguns anos, a balança comercial favorável, em função da campanha e da procura externa. Os principais compradores de alho francês nacional são a França e o Reino Unido

Na região do Entre Douro e Minho tem-se verificado, nos últimos anos, um aumento da importância desta cultura, nomeadamente na área de cultivo, face à boa aceitação do produto por parte do consumidor.

Na região do Ribatejo e Oeste, mais concretamente na área de mercado do Oeste, depois de um incremento na utilização de sementes híbridas, mais produtivas, mas também mais exigentes e com maiores custo e produção, os produtores passaram a utilizar as variedades mais tradicionais com o intuito de reduzir os custos da exploração.

 
 
 
 
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