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Produção e Comercialização da Avelã em Portugal

A avelã é o fruto da aveleira (Coryllus avellana), uma árvore da família das Betuláceas, originária da Anatólia e da Grécia, que se difundiu pela Europa no século XIX.

Esta espécie adapta-se bem a várias situações climáticas, embora prefira as zonas frias e de médias altitudes e cultiva-se directamente para a obtenção dos frutos.

Os maiores produtores, a nível mundial, são a China, a Austrália, a Turquia e a Europa.

Em Portugal, esta cultura ocupa uma área de 624 hectares, obtendo-se uma produção anual de cerca de 500 toneladas. A área de mercado mais representativa é a zona de Viseu e a produção provém essencialmente de aveleiras dispersas, frequentemente em bordadura, associadas a outras culturas.

Existem muitas variedades, mas as mais representativas no nosso país são: Grada de Viseu, Molar, Comum, Butler, Ferttile de Coutard e Negreta. Algumas delas cultivam-se pelas qualidades específicas do fruto e pela sua produção precoce ou tardia, enquanto que outras se utilizam como polinizadoras.

As avelãs podem ser consumidas ao natural ou utilizadas em alguns pratos de culinária salgada, muitas vezes como componentes de recheios e terrinas. No entanto, é nos sectores da pastelaria e confeitaria que as avelãs mostram todo o seu potencial, enriquecendo bolos, bolachas e chocolates e marcando indelevelmente gelados, bavaroises e outras sobremesas frias, quando aplicadas sob a forma de praliné.

São dos frutos secos mais ricos em gordura e também em vitaminas A e C, sendo a quantidade de magnésio muito significativa. Possuem uma grande quantidade de fibras, que actuam como laxante.

Aquando da colheita, geralmente, prefere-se esperar que caiam à terra, confirmando assim o seu perfeito amadurecimento. Seguidamente são lavadas com cuidado e secas, primeiro ao sol e depois por meio de fornos adequados.

O calendário de comercialização resume-se aos meses de Outubro, Novembro e Dezembro. Como a produção está pulverizada por pequenos produtores, é prática frequente a venda directa ao consumidor ou a intermediários. Estes últimos vendem posteriormente a avelã a retalhistas da região ou entregam-na à indústria de transformação (frutos de calibre pequeno).

A balança comercial é deficitária. As vendas ao exterior são muito reduzidas e destinam-se sobretudo aos PALOP. No que respeita às aquisições de avelã, o volume não tem sofrido alterações nos últimos anos, sendo a Espanha, a Turquia e a Itália os principais fornecedores do mercado nacional.

Existe uma tendência para o abandono da cultura de árvores dispersas. Pelo contrário, verifica-se interesse em aumentar a área de cultura, em pomar ordenado, face à possibilidade de mecanização da colheita.

 
 
 
 
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