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A Produção de Abacate em Portugal

O abacate é um fruto exótico proveniente do abacateiro (Persea americana), uma árvore da família das Laureáceas originária da América do Sul, nomeadamente do México, sendo actualmente cultivado em regiões subtropicais. Trata-se de uma árvore de grande porte (pode ultrapassar os 30 m de altura) e adapta-se melhor a solos húmidos; a produção de uma planta adulta oscila entre 200 a 800 frutos por ano. São conhecidas mais de 500 variedades de abacateiros, o que explica os muitos tipos de abacate, diferentes na forma, tamanho e cor.

Em Portugal, esta cultura encontra-se sobretudo no Algarve e na Madeira. A área total de cultura é de 320 ha, originando uma produção de 2903 toneladas, concentrando-se no Algarve o maior número de pomares, que ocupam uma área de 232 ha e produzem 1893 toneladas. Na Madeira, a área ocupada corresponde a 88 ha, que origina 1010 toneladas anuais.

A parte comestível deste fruto é a polpa verde-amarelada, de consistência pastosa, que envolve um grande caroço de 3 a 5 cm de diâmetro. A cor da sua casca varia do verde ao vermelho-escuro, passando pelo pardo, violáceo ou negro; o seu peso médio varia entre 150 e 500 g. Em Portugal, as variedades mais representativas são: Hass, Fuerte, Reed, Bacon e Pinkerton.

O abacate é um fruto riquíssimo em gorduras mono insaturadas, tais como as encontradas no azeite, constituindo este facto a principal vantagem do seu consumo. É recomendada a sua integração na dieta de pessoas com distúrbios cardiovasculares. O seu teor em hidratos de carbono e proteínas é baixo; é rico em magnésio e potássio e pobre em sódio. É um fruto que constitui um excelente antioxidante pela sua riqueza em provitamina A e vitamina E. A principal desvantagem de consumir abacate é o seu elevado aporte calórico - valor energético de 160 Kcal por 100g.

Este é um fruto que não amadurece na árvore, mas que cai da mesma. Assim, deverá ser apanhado em verde - logo que apresente um tamanho que indique que está pronto a amadurecer em poucos dias  – evitando-se assim que caia ao chão e se danifique.

O seu amadurecimento será mais rápido se for armazenado com outros frutos que libertem gás etileno durante o processo de amadurecimento, como por exemplo as bananas.

Em Portugal, a época de produção e comercialização efectua-se praticamente ao longo de todo o ano, graças ao escalonamento da colheita das diferentes variedades – plantando-se espécies precoces, de meia-estação e tardias, com polinizadoras que floresçam na mesma época, podem-se colher frutos o ano todo.

Na altura da compra, deve-se ter atenção e escolher frutos sem manchas negras ou sinais de grande maturação; deverá ter a pele intacta e ao pressionar com o polegar sobre o fruto não se deverá sentir que cede à pressão.

Quando o abacate não estiver totalmente maduro deverá ser conservado à temperatura ambiente durante 1 a 3 dias, no entanto se já estiver maduro deverá ser conservado na parte menos fria do frigorífico. Se se consumir só uma parte do abacate o restante poderá ser guardado sem que se estrague, bastando para tal, espremer sumo de limão sobre ele.

Na cozinha, o abacate é consumido isoladamente ou em saladas temperadas com molhos, como o famoso guacamole mexicano ou como sobremesa (batido com leite e açúcar por exemplo).

A balança comercial é deficitária. O escoamento do abacate algarvio é feito com alguma dificuldade, sobretudo devido ao hábito não enraizado de consumo deste fruto, no entanto as variedades Reed e Hass são as melhor aceites. Uma parte significativa da produção da variedade Hass no Algarve é vendida para Espanha. O abacate produzido na Madeira é consumido na região.

 
 
 
 
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