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A Produção e Comercialização de Pequenos Citrinos em Portugal

Os pequenos citrinos, como a tangerina ou a tângera, são espécies pertencentes à família das Rutáceas, com características similares às da laranja, ainda que mais pequenos e delicados. Os frutos, denominados hespérides, têm a particularidade de ter a polpa formada por numerosas vesículas cheias de sumo.

Cerca de 66% da produção mundial de citrinos de pequenos frutos concentra-se na Ásia, sendo a China o maior produtor do mundo, com um peso próximo dos 50%. Seguem-se, por ordem de importância a Espanha, o Brasil e o Japão, que, em conjunto, têm um contributo de 20% na produção mundial. A Turquia, a Itália, o Egipto, o Irão e a argentina, embora com produções inferiores, são também importantes produtores.

Em Portugal, o Algarve é, por excelência, a região de produção e expedição de citrinos de pequeno fruto, com uma representatividade de cerca de 90% na área e na produção total do Continente, no caso das tangerinas. Na produção das tângeras, destaca-se, para além do Algarve, o Ribatejo e Oeste, com representatividades de, respectivamente, 78% e 18% na produção total do Continente. Os citrinos do Algarve possuem Indicação Geográfica Protegida.

As tângeras ocupam uma área de cultivo de 374 hectares e as tangerinas de 4478 hectares. A produção anual originada pelas tângeras e tangerinas é de, respectivamente 3.682 e 56.957 toneladas.

Dentro das tangerinas encontramos quatro tipos de pequenos citrinos: clementinas, tangerinas mediterrânicas, satsumas e híbridos. As tângeras podem ser do tipo Ortanique ou Carvalhal.

O componente maioritário das tângeras e tangerinas é a água e, em comparação com outros frutos do seu género, aporta menos açúcares e, portanto, menos calorias. A quantidade de fibra á apreciável e encontram-se, sobretudo, na parte branca, entre a polpa e a casca.

Do seu conteúdo vitamínico sobressai a vitamina C, presente em menor quantidade que na laranja, o ácido fólico e a provitamina A, mais abundante que em qualquer outro citrino. Também contém quantidades destacáveis de ácido cítrico, potássio e magnésio. Em menor proporção encontram-se vitaminas do grupo B e minerais como o cálcio.

Estes frutos são usualmente consumidos ao natural, ou na forma de sumos. Podem também ser usados na confecção de gelados, compotas e licores. Os gomos são também utilizados na doçaria, como ingrediente decorativo de tartes e bolos.

No Algarve, a produção e comercialização prolonga-se praticamente por todo o ano, devido à diversidade de variedades, com produções escalonadas, ao longo da campanha. Normalmente a comercialização é efectuada após a colheita, pois as estruturas de frio são escassas, recorrendo-se a estas apenas no caso de excesso de oferta.

No circuito de comercialização destacam-se, como principais intervenientes, os armazenistas, os produtores individuais com alguma dimensão e as Organizações de Produtores.

No mercado interno os frutos destinam-se, na grande maioria, às grandes superfícies de venda, aos mercados abastecedores dos grandes centros urbanos e aos mercados regionais. Parte significativa dos frutos de pequeno calibre, por não terem aceitação para consumo em fresco, é canalizada para a indústria de transformação.

A balança comercial é deficitária. O principal fornecedor do mercado nacional é a Espanha. Dentro dos países do hemisfério Sul, destaca-se argentina, o Uruguai e África do Sul. As expedições portuguesas, mais acentuadas para o grupo das clementinas, destinam-se maioritariamente a Itália, Espanha e Países baixos.

Relativamente ao conjunto dos citrinos – laranja, limão e citrinos de pequeno fruto – tem havido um aumento dos recursos disponíveis ao longo das últimas duas décadas, mercê de um intenso aumento da produção e também de um incremento no volume de entradas, mais expressivo a partir de meados da década de 90.

No Algarve e, a médio prazo, a produção de tangerina deverá registar um ligeiro aumento, devido à entrada em produção de novos pomares, nomeadamente de Clemenvilla/Nova, como reflexo da boa valorização dos seus frutos. Também a entrada em pleno funcionamento do perímetro de regado sotavento Algarvio, assim como o recente alargamento da EU aos novos estados Membros, poderão ser factores estimulantes a investimentos em novas plantações.

 
 
 
 
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