Publicações> Artigos > O Mercado da Alface em Portugal Voltar Imprimir
 

 

 
O Mercado da Alface em Portugal

A alface (Lactuca sativa L.) é uma hortaliça da família das Compostas, originária da Europa e da Ásia e é conhecida pelo homem há milénios. Por volta do ano 500 A.C. já várias civilizações consumiam alface, havendo relatos de persas, gregos e romanos, que tinham o hábito de consumi-la antes de dormir, depois de uma refeição abundante, para assim poderem conciliar melhor o sono.

Trata-se duma cultura com bastante valor comercial, seguindo de muito perto a batata e o tomate, cultivada por todo o mundo, nas zonas temperadas ao ar livre, e também em estufas.

A nível mundial, os maiores produtores de alface são os Estados Unidos, a China, Espanha e Itália.

Em Portugal a área de cultura é de cerca de 2.500 hectares e a produção anual é superior a 57.000 toneladas, verificando-se, nos últimos anos, um aumento da área de produção de alface no Continente.

Sem grandes exigências culturais, cultiva-se em qualquer tipo de solo, ao longo de todo o ano e em todo o território nacional, sendo, no entanto, as áreas de mercado mais representativas o Oeste, a Grande Lisboa, o Grande Porto Póvoa de Varzim – Esposende , Aveiro, Leiria, Gândaras e o Algarve.

Podemos reunir este legume em três importantes grupos: alfaces de folhas lisas formando cabeças, pertencentes ao grupo manteiga, as de folhas frisadas que não formam cabeças, ambas de coloração esverdeada, e o grupo das alfaces de folha roxa, todas elas podendo ser cultivadas ao ar livre ou em estufa. Dentro de cada um destes grupos existem inúmeras variedades.

A alface é um vegetal com muito poucas calorias, devido ao seu alto conteúdo em água e à escassa quantidade de hidratos de carbono e gordura. Constitui uma importante fonte de sais minerais, como cálcio, ferro e fósforo, de vitaminas A, C e E e fibras, concentrando-se a maior quantidade de vitaminas e minerais nas folhas mais exteriores.

Nutricionalmente, a alface contém mais quantidade de beta-caroteno do que a maioria dos outros vegetais, com vitamina C.  Este pigmento confere uma cor amarelo-alaranjada aos vegetais, mas no caso da alface está mascarado pela enorme quantidade de clorofila presente nas folhas deste legume.

Juntamente com o tomate, é a hortaliça preferida para as saladas devido ao seu sabor agradável e refrescante e facilidade de preparo. Tradicionalmente as folhas de alface têm ainda sido empregues na elaboração de sopas ou ainda de chás para combater a insónia.

A época de produção da alface de estufa ocorre durante todo o ano, enquanto que a alface de ar livre é produzida geralmente no período de Primavera/ Verão.

Devido ao seu alto conteúdo em água, não existe nenhum método que garanta a sua conservação em boas condições durante um grande período de tempo. O seu armazenamento faz-se a temperaturas baixas (3-4ºC), com graus de humidade elevados e não tolera o congelamento.

A comercialização da alface efectua-se ao longo de todo o ano. O seu escoamento processa-se através de Organizações de Produtores, Operadores Comerciais e Grossistas, que encaminham a produção para as Grandes Superfícies, Mercados Abastecedores e cadeias de média e grande dimensão. Tradicionalmente, alguns produtores continuam a comercializar o seu produto directamente em feiras e mercados regionais.

A balança comercial é favorável desde 2002 – nos últimos anos a entrada de alface tem diminuído e a saída aumentado. Relativamente Às vendas ao exterior de produtos hortícolas, a alface é o produto com maior importância, com um peso de 20% no total de vendas. O Reino Unido e a França são os nossos maiores compradores. Mais de 60 % das quantidades transaccionadas ocorrem entre Março e Maio.

Os preços mais baixos verificam-se para a alface de ar livre no período de Primavera/Verão, enquanto que a de estufa é mais valorizada no Outono/ Inverno.

Em Portugal, as perspectivas para esta cultura são: o aumento da área cultivada em explorações com melhor tecnologia, nomeadamente na rega e fertilizações, e utilização de variedades mais resistentes; a substituição da alface produzida em ar livre pela produzida em estufa; e a continuação na aposta do mercado externo, com vista ao alargamento a outros países, nomeadamente a Alemanha.

 
 
 
 
home
Página de Entrada
 
Opinião
 
Links Úteis
 
Pesquisa
 
Mapa do Sítio
     
Intranet  
 
Username:
 
 
Password:
 
     
   
Entrada    ::    OMAIAA    ::    Publicações    ::   Mercados   ::   O Seu Olhar    ::    Notícias    ::    Contactos
Copyright 2011 © Observatório dos Mercados Agrícolas e das Importações Agro-Alimentares