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A Comercialização do Figo em Portugal

Os figos são as infrutescências da figueira, árvore que pertence à família das Moráceas. Esta espécie adapta-se a qualquer tipo de solo, no entanto desenvolve-se melhor nos profundos e permeáveis, requer clima temperado e não suporta geadas. As figueiras são árvores tipicamente mediterrânicas, região de onde procede a maioria dos figos frescos. Pode considerar-se subespontânea em todo o Sul da Europa.

São frutas altamente energéticas, ricas em açúcar, fibra, ácidos orgânicos e sais minerais como o potássio, o cálcio e o fósforo, que contribuem para a formação de ossos e dentes, evitam a fadiga mental e contribuem para a transmissão normal dos impulsos nervosos.

Podem ser consumidos de várias formas, frescos ou secos. Os figos frescos são bastante utilizados na doçaria regional algarvia, como o figo cheio, o queijo de figo ou o morgado de figo, e em compotas. São também um bom complemento, quando se adicionam aos acompanhamentos de pratos de aves ou caça.

Os figos secos são habitualmente consumidos como aperitivo, isoladamente ou recheados com amêndoas e nozes. Obtêm-se por um processo de secagem caseira ou industrial, operação que requer alguns cuidados básicos (como local ao ar livre protegido da chuva e da humidade) e frutos escolhidos, bem maduros e de casca intacta. Após a secagem natural em tabuleiros de madeira, efectua-se nesta altura uma primeira escolha, que consiste na separação dos frutos conforme o seu tamanho e qualidade, retirando-se os defeituosos ou parasitados. 

A produção de figo reparte-se essencialmente por três continentes: a Ásia (46%), a África (29%) e a Europa (17%). A Turquia lidera a produção mundial, com um peso de 26%. Em África, destacam-se o Egipto (15%), a Argélia (6%) e Marrocos (6%). Na Europa, a Grécia e a Espanha são os maiores produtores de figo, com contributos na produção mundial de, respectivamente 8% e 4%.

A área de cultura, em Portugal, é de  7.127 hectares, e a produção nacional de 2.150 toneladas (dados INE de 2005). As áreas de mercado mais representativas são o Algarve, Trás-os-Montes (Terra Quente) e Torres Novas. As variedades mais comercializadas são Lampo Branco, Lampo Preto, Vindimo Branco e Vindimo Preto.

 A comercialização efectua-se desde o início de Junho até ao final de Setembro. O figo para consumo em fresco é entregue, na sua maioria, a intermediários que o transaccionam nos mercados regionais e nos mercados abastecedores dos grandes centros urbanos. Grande parte dos frutos provenientes dos pomares tradicionais de sequeiro destina-se à secagem.

A balança comercial é deficitária, mas o diferencial é mais acentuado para o figo seco do que para o fresco. Os principais fornecedores do mercado nacional são Espanha (figo fresco e seco) e Turquia (figo seco). As saídas, pouco significativas, têm como destino, principalmente, Angola e Cabo Verde.

Em Trás-os-Montes existe algum interesse na plantação de novos pomares, em substituição de alguns já muito envelhecidos, mas sem alterações significativas em termos de área plantada. No Algarve, tem havido alguma implementação de novos pomares (extremes e regados), devido à boa valorização que os frutos atingem para consumo em fresco, em particular no início da campanha.

 

 
 
 
 
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