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  Exportações de produtos agro-alimentares em crescimento

As exportações de produtos agro-alimentares têm estado a crescer. No ano passado aumentaram seis por cento. No entanto, só representam 70 por cento do valor das importações. Mas os industriais e agricultores portugueses têm muitas histórias de sucesso nestes anos de crise para a economia nacional.

A agricultura, que foi «durante muito tempo o parente pobre da nossa economia», tem feito nos últimos anos um percurso que faz com que seja «hoje um sector que exporta mais do que o resto da economia».

As palavras são do ministro da Agricultura, Capoulas Santos. De acordo com o responsável pela pasta da Agricultura, «no último ano, o complexo agro-alimentar superou mesmo aquele que é o sector emblema em termos de crescimento: o turismo». Isto porque falamos de um sector que tem visto o volume das exportações crescer a um bom ritmo.

Os resultados têm trazido optimismo e os objectivos são hoje mais ambiciosos: «Em cinco anos, esperamos conseguir equilibrar a balança comercial agrícola em valor». A ideia é que, até 2021, se consiga anular o défice agro-alimentar de 2.700 milhões de euros.

«Neste momento, em valor, as nossas exportações correspondem a 70 por cento do valor das nossas importações. É um valor que tem vindo a diminuir e o nosso objectivo é que, no prazo de cinco anos, esse valor fique zero», recorda o responsável, sublinhando a trajectória ascendente que este sector tem estado a fazer em termos de resultados: «As nossas exportações agro-alimentares, tendo em conta só os produtos agrícolas e transformados, no último ano, cresceram mais seis por cento».

A importância do crescimento no agro-alimentar tem vindo a ganhar destaque nos discursos do Executivo de António Costa. De acordo com Manuel Caldeira Cabral, as exportações, em geral, terão «um papel muito importante no reforço do crescimento em 2017» e a verdade é que o ano parece ter arrancado «com uma curva ascendente, com um reforço, com uma aceleração».

E também no discurso de Caldeira Cabral os sectores tradicionais voltaram a estar em destaque nas exportações, como a indústria agro-alimentar, têxteis e calçado, embora também tenham surgido novos sectores, nomeadamente, as indústrias química e farmacêutica.

Para Capoulas Santos, a internacionalização é uma das vertentes prioritárias da política do Governo, sendo mesmo apresentado como um dos eixos mais importantes do reforço da competitividade do sector agro-alimentar e da própria economia portuguesa.

E é com base nesta necessidade que está a ser estudada a abertura de 55 mercados para viabilização da exportação de 199 produtos, 142 da área animal e 57 da área vegetal.

No meio da lista de países com processos em curso estão África do Sul, Argélia, Austrália, Cabo Verde, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos da América (EUA) e Indonésia, entre outros.

E a verdade é que há cada vez mais interessados no que é nacional. As feiras de promoção aos produtos agro-alimentares multiplicam-se e têm ajudado a exemplificar o caminho que o sector tem feito. Uma destas feiras, o SISAB - Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas, conseguiu reunir este ano mais de 500 empresas do sector, representando 12 por cento das exportações nacionais.

De acordo com o presidente-executivo da SISAB Carlos Morais, «a ideia deste projecto sempre foi valorizar o sector primário, valorizando tudo o que é português». E, no entender de Carlos Morais, os resultados têm vindo a melhorar de ano para ano, com muitas empresas a conseguirem fechar novos negócios. Quando questionado sobre as nacionalidades que mais procuram o que é nacional, garante que falamos de uma grande variedade: «EUA, Canadá, Brasil, China, França, Suíça, Alemanha, entre outros».

Há muito que o vinho português conseguiu encontrar um lugar de destaque em diversos mercados internacionais. Portugal tem conseguido manter o estatuto de um dos maiores exportadores de vinho a nível mundial: em 2015, por exemplo, conquistou o nono lugar.

E mesmo em alguns anos em que exportou menos, exportou mais caro. No ano passado, os dados davam conta de que, pelo sexto ano consecutivo, as exportações portuguesas de vinho cresceram em valor. E em 2015 novo máximo histórico foi atingido com 737,3 milhões de euros vendidos aos mercados internacionais.

Também a qualidade do azeite português continua a ser muito apreciada internacionalmente. Um interesse que ajuda no peso das exportações do produto, mas não só. A produção de azeite tem estado a atrair cada vez mais investidores estrangeiros.

Fonte: jornali

 
 
13-03-2017
       
 
   
 
 
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