Notícias > Nem tudo a seca afetou: teremos bom vinho e kiwi atinge maior produção de sempre
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  Nem tudo a seca afetou: teremos bom vinho e kiwi atinge maior produção de sempre


As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), agora conhecidas, salientam que o tempo quente e seco não comprometeu a campanha nos pomares de pomóideas: a produção de maçã deverá atingir as 300 mil toneladas, enquanto a de pera rondará as 165 mil toneladas (+25% e +20%, face a 2016, respetivamente).

No kiwi, a floração e o vingamento dos frutos decorreram favoravelmente, e a entrada em plena produção de novos pomares foi decisiva para a produção recorde de 31 mil toneladas.

A produção de amêndoa também deverá atingir níveis que já não eram alcançados há muitos anos (+282%, quando comparada com a média dos últimos cinco anos).

As vindimas decorreram sem incidentes, observando-se um aumento da produção de vinho (+10%, face a 2016) que, a julgar pelo estado das uvas vinificadas, deverá ser de qualidade superior.

Quanto aos olivais, e apesar da seca, a produção deverá ser próxima da normal, com os olivais intensivos a compensarem a menor produtividade dos tradicionais. Em contraciclo encontram-se os soutos, claramente afetados pela falta de precipitação, prevendo-se uma redução de 15% face à campanha anterior, com castanhas de menor calibre.

Nas culturas temporárias de primavera/verão destaca-se o tomate para a indústria, que aumentou a produção para os 1,68 milhões de toneladas, apesar do registo de problemas fitossanitários que dificultaram a maturação.

No arroz, a falta de água disponível na bacia hidrográfica do Sado conduziu a uma diminuição da área semeada, com implicações na produção alcançada (10% inferior à média 2012-2016).



Precipitação escassa compromete disponibilidades forrageiras e adia sementeiras

A falta de chuva continua a atrasar o início de ciclo das pastagens de sequeiro, que apresentam reduzida disponibilidade forrageira, registando-se um aumento significativo da suplementação dos efetivos pecuários. Com efeito, e duma forma generalizada, a alimentação dos efetivos está a ser realizada com recurso a alimentos conservados que, em condições normais, estariam armazenados para fazer face à paragem de crescimento característica das pastagens mediterrânicas durante o inverno.

Este facto, aliado à dificuldade de instalação das culturas forrageiras (que naturalmente implicará um atraso na disponibilização de matéria verde), conduzirá a um prolongamento do período de suplementação, com um acréscimo significativo dos custos para as explorações pecuárias. De notar ainda que nas zonas afetadas pelos incêndios de 15 de outubro (onde morreram mais de 6 mil ovinos e caprinos, mais de mil bovinos e mais de 1,5 mil suínos3 ), a situação é ainda mais grave, dado que uma quantidade significativa de palhas e fenos armazenados foi destruída.






Fonte: Jornal Económico

 
 
21-11-2017
       
 
   
 
 
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