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  Licença do glifosato renovada por cinco anos


Foi renovada hoje, 27 de Novembro, por um prazo de cinco anos, a licença para a utilização do glifosato na agricultura no espaço da União Europeia. A decisão resultou de uma votação realizada numa reunião de recurso do Comité Permanente dos Vegetais, Animais e Alimentos para Consumo Humano e Animal.

A licença temporária do uso do glifosato – substância ativa usada em herbicidas – na União Europeia, por um período de 18 meses, terminava em Dezembro de 2017. Contudo, o tema suscitou grande polémica e não tem sido possível obter consenso e ter uma maioria qualificada (de 55%), exigida nas votações dos representantes dos Estados-membros da União Europeia.

Na reunião de 27 de Novembro, houve votos a favor de 18 Estados-membros e votos contra de nove Estados-membros, tendo Portugal optado pela abstenção. A decisão quanto à utilização do glifosato foi adiada por duas vezes, nos passados dias 25 de Outubro (em que a proposta da Comissão Europeia era de renovar a licença por 10 anos) e 9 de Novembro (em que a proposta já era de renovação por cinco anos).

A Associação Nacional da Indústria para a Protecção das Plantas (Anipla), que representa as empresas que investigam, desenvolvem, fabricam e comercializam produtos fitofarmacêuticos, diz em comunicado que está «satisfeita» com esta decisão, mas que «mantém alguma preocupação pelo atraso na decisão e pela demonstração de insegurança de alguns dos estados-membros».

«Os consumidores europeus ficam a perder quando a União Europeia cede a pressão meramente política para a demora na tomada de decisões que são da ciência – uma vez que cientificamente já foi provada a não perigosidade do glifosato. Por outro lado, mantemos a insatisfação pelo facto de não haver uma renovação por 15 anos, como acontece em todas as situações semelhantes, e voltamos a lembrar que se acaba de introduzir um precedente perigoso na avaliação europeia.»

A Anipla afirma ainda que «a posição neutra de Portugal é preocupante e injusta para com todo o sector agrícola português, porque demonstra como o nosso Governo não assume a posição que melhor defende os interesses dos seus consumidores e da sua economia».






Fonte: Frutas , Legumes e Flores

 
 
28-11-2017
       
 
   
 
 
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