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  Situação do milho e soja no Brasil e na Argentina



BRASIL


Após safra brasileira 2016/17 recorde e consequente queda nos preços internos, a área de milho da temporada 2017/18 deve ser a menor desde 1976/77. De acordo com colaboradores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo), além da menor rentabilidade com a cultura na última safra, a redução de área também está atrelada ao atraso na colheita da soja em algumas regiões brasileiras. Apesar disso, o alto estoque de passagem deve manter elevada a disponibilidade interna do cereal. Em termos mundiais, a menor produtividade deve reduzir a oferta de milho, enquanto as transações internacionais devem crescer, o que pode favorecer as exportações brasileiras.

A oferta de soja em grão na safra 2017/18 pode ficar muito próxima da temporada anterior, enquanto a demanda para esmagamento deve seguir firme e recorde – assim como as ofertas de farelo e óleo. No agregado, a relação estoque final/consumo de soja, no entanto, pouco deve se alterar, cedendo ligeiramente em relação à safra anterior, mas ainda nos maiores patamares da história. Portanto, segundo pesquisadores do Cepea, não são esperadas grandes alterações nos preços da soja no curto e médio prazos. Somente choques mais expressivos de oferta podem mexer com mais intensidade nas cotações no correr de 2018. Quanto às exportações, estima-se que o Brasil embarque 65,5 milhões de toneladas na temporada 2017/18, 3,7% a mais que em 2016/17. 



ARGENTINA

Buenos Aires é a província responsável pela maior produção de soja da Argentina e pela segunda maior produção de milho; por isso, a forte seca que ela sofre neste momento em suas parcelas norte e central significa um grande risco para as projeções de colheita 2017/18.

O Guia Estratégico para o Agronegócio (GEA) da Bolsa de Comércio de Rosario (BCR) disse que a zona está em uma situação na qual há muitas dúvidas em torno de seus números: entre novembro e dezembro choveu menos de 30% do normal para esta época, o que, em prática, significa um deficit de 100mm no aporte hídrico.

Segundo o GEA, o epicentro da falta de água se encontra entre Saladillo, 9 de Julio e Alberti. "Nesta área, boa parte dos lotes de milho precoce perderam a espiga e, aqueles que ainda a mantêm, notam perdas significativas na quantidade de grãos. Começam a ser estimadas perdas que superam os 50% em uma área na qual é comum se obter 10000kg por hectare", disse o boletim.

Neste momento, 70% do milho no norte de Buenos Aires passa por uma situação de regular a ruim, enquanto no centro da província as plantas não passam de um metro de altura, os lotes estão irregulares e há evidentes falhas na polinização.

No caso da soja, aquelas que foram plantadas em segunda etapa também podem se ver frente a esses resultados se não houver uma recomposição significativa de água.

12% dos cultivos estão de regular a ruim e o norte de Buenos Aires é a parcela mais castigada, já que as altas temperaturas e a falta de água estão provocando o aborto massivo de flores nos quadros de soja. Também há relatos de folhas queimadas.






Fonte: Notícias Agrícolas

 
 
09-01-2018
       
 
   
 
 
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