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  30% da produção nacional de arroz pode estar em risco


O presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Vítor Proença, esteve na passada semana reunido com o ministro da Agricultura, a Associação de Regantes, a Associação de Agricultores de Alcácer, a Aparroz e a Soprasado para debater a produção de arroz no concelho, que está a ser ameaçada pela seca. O concelho de Alcácer representa 30% da produção nacional de arroz.

De acordo com a Câmara Municipal de Alcácer do Sal, “os canteiros começam a encher no final de abril/início de maio e a barragem de Vale do Gaio só dispõe de 12% de água e a do Pego do Altar de 9%. Na impossibilidade de produzir arroz, os solos da região, demasiado salinizados, inviabilizam a opção por culturas alternativas com mínimos aceitáveis ou qualquer rendimento.”

Caso a produção de arroz não avance em 2018 o concelho estima que os prejuízos atinjam cerca de 12 mil milhões de euros para o país. Nesse sentido, a comitiva que na passada semana esteve reunida com o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural Capoulas Santos pediu a redução do custo da importação da água de Alqueva, uma medida que foi rejeitada pelo ministro da Agricultura.

Numa nota enviada às redações, a Câmara Municipal de Alcácer do Sal explica que “o custo da água tem um peso de 15% nos fatores de produção de arroz; trazer a mesma de Alqueva aumenta esta percentagem para 65%, o que é incomportável. Face a isto, propôs-se que a água de Alqueva seja conduzida às barragens de Vale do Gaio e Pego do Altar, o que é tecnicamente possível. Abordou-se também a possibilidade de criação de mais duas barragens, que chegaram a estar projetadas e que permitiriam aproveitar água que não está a ser devidamente usufruída. Também a água do Sado se poderia aproveitar, convertendo-se em água doce, avançou a comitiva, salientando que teria de construir-se diques onde se separaria a água do seu sal.”

O ministro da Agricultura comprometeu-se a explorar todos os mecanismos que o Estado prevê e permite em situações de seca severa e que não passam por decisões da União Europeia.






Fonte: Vida Rural

 
 
05-02-2018
       
 
   
 
 
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