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  Comércio brasileiro de soja tem grandes oportunidades com disputa EUA x China


As oportunidades para o comércio de soja no Brasil - atualmente o maior exportador mundial da commodity - são consideráveis e crescentes diante da guerra comercial entre China e Estados Unidos. A possibilidade de uma  negociação direta entre chineses e brasileiros pode estar próxima -- com a utilização de um mecanismo denominado 'trade settlement agreement' um acordo de troca de divisas firmado entre Brasil e China em 2013 para facilitar o comércio bilateral. 


"O dólar não vai sair do mercado internacional, mas do lado geopolítico poderíamos voltar a discutir o "trade settlement agreement" especificamente para as transações de soja entre Brasil e China, fechando as negociações em reais e yuans num sistema de swap agreement (contrato de derivativos que permite a troca de posições com outros ativos), diz Roberto Damas, economista e professor do Insper. "Dessa forma você ficaria cada vez menos dependente das cotações em dólares em Chicago", completa. 

O maior benefício, portanto, seriam as relações comerciais acontecendo nas moedas locais e favorecendo ambos, compradores e vendedores, mesmo que a principal referência para a formação dos preços da soja continue vindo da bolsa norte-americana. O caminho seria um novo acordo específico para o agronegócio, que poderia ser, inclusive, ampliado para outros produtos brasileiros exportados para a nação asiática. As negociações resultariam na recriação da Bolsa de soja brasileira, que chegou a existir timidamente na BM&F no início dos anos 2000. 


O descolamento da referência da Bolsa de Chicago, mesmo num cenário ainda de especulação, aconteceria no médio e longo prazo, como mais uma alternativa para o comércio global. Para Carlos Widonsck, sócio-diretor da CW Consultoria, a B3 - antiga BM&F - poderia ganhar mais espaço na comercialização da soja brasileira. 

"Eu vejo que a retaliação da China contra os Estados Unidos virá com uma taxação sobre os agricultores americanos, enquanto se pagaria um  prémio maior para o produtor brasileiro de soja. Vai depender da estratégia que nós, brasileiros, vamos querer para nossa soja", acredita o especialista. 

Assim, a janela de oportunidades que se abre nesse momento, ainda como explica Widonsck, não pode ser desperdiçada, independente dos mecanismos que serão utilizados daqui em diante. "Acho que o primeiro caminho é conversar com as tradings rapidamente e saber o que é interessante para eles, aproveitando este embalo que está surgindo. Por que não ter duas bolsas? Duas referências de preços".






Fonte: Noticias Agrícolas

 
 
14-03-2018
       
 
   
 
 
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