Notícias > Produtores portugueses de arroz dizem que chuva do último mês garante campanha para 2018
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  Produtores portugueses de arroz dizem que chuva do último mês garante campanha para 2018


“Há um mês, a seca era uma questão grave, mas neste momento, posso dizer-vos que a situação pior, que era na região do Vale do Sado, na região de Alcácer do Sal, tem actualmente água para a campanha deste ano (…). Tem até mais disponibilidade de água do que na campanha do ano passado”, revelou o presidente da AOP, Joaquim Cabeça, numa audição na comissão parlamentar da Agricultura e do Mar.

O representante da associação de produtores de arroz lembrou que, com a sementeira a realizar-se nos meses de Abril e de Maio, há ainda alguma margem para evitar a seca.

Joaquim Cabeça apelou ainda à adopção de medidas de curto e médio prazo para evitar a repetição de situações de falta de água semelhantes às do ano passado.

Na mesma audição, a Casa do Arroz – Associação Interpessoal do Arroz, anunciou que pretende lançar uma campanha europeia para a promoção do arroz português.

“A ideia é falarmos ao consumidor europeu que existe um produto que é produzido na Europa e que o consumidor europeu desconhece, que como muitos portugueses desconhece que a Europa produz arroz de alta qualidade”, disse Pedro Monteiro, presidente da Casa do Arroz, salientando que a importação de arroz de outros países está a ameaçar a produção europeia.

“A Europa está a ficar com stocks excedentários de arroz, principalmente no caso de Itália, devido às importações de arroz dos países menos avançados”, indicou.

O presidente da Casa do Arroz anunciou ainda o pedido para a “criação de uma cláusula de salvaguarda da importação desse arroz”, algo que para a associação “faz todo o sentido” e que é fundamental porque “sem a cláusula, as importações continuam a aumentar, o arroz continua a entrar e os problemas nas nossas fileiras continuarão”.

O presidente da associação salientou que o colectivo tem concorrido a vários projectos, mas não tem conseguido o apoio necessário.

Sobre este tema, Joaquim Cabeça defendeu que é possível uma maior valorização do arroz português através do controlo das variedades comercializadas em Portugal.

“Temos muitas quantidades de arroz que são vendidas em Portugal. O que se deve fazer é limitar as variedades de arroz que se vendem em Portugal, escolher meia dúzia delas, e começar a embalar e identificar aquilo que está dentro do pacote para o consumidor poder escolher. Só assim é que conseguimos criar valor”, afirmou o presidente da AOP, lembrando: “Temos um produto que é só nosso, que é o arroz carolino”.

A seca sentida nos últimos meses chegou a ameaçar a produção de arroz, o cereal produzido em maiores quantidades em território nacional, para 2018.






Fonte: Jornal de Negócios

 
 
21-03-2018
       
 
   
 
 
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