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  Focos de Xylella fastidiosa detetados em Espanha - Madrid


Após as deteções de focos de Xylella fastidiosa em Espanha nas Ilhas Baleares, em novembro de 2016, e em Alicante – Valência, em junho de 2017, os serviços fitossanitários espanhóis notificaram, na semana passada, a primeira deteção da bactéria na região de Madrid, em Villarejo de Salvanés.

A bactéria foi detetada, na sequência dos trabalhos de prospeção oficial a decorrer em Espanha, numa amostra de uma oliveira de 8 anos, com sintomas - ramos secos e necroses (queimaduras) nas folhas – integrada num olival de 0,54 hectares.

De acordo com a informação dos serviços espanhóis, irão ser adotadas as medidas de erradicação previstas na legislação comunitária em vigor, incluindo a destruição da parcela, a delimitação da área afetada e de uma zona tampão de 5 km de raio com prospeção intensiva das culturas aí existentes.

A área em causa está inserida numa das principais zonas de produção de oliveira da Região de Madrid, mas também abrange vinha, árvores de fruto, pastagens e floresta.

As plantas presentes nos viveiros e centros de jardinagem localizados a menos de 5 km da parcela infetada ficarão sujeitas a restrições de movimento previstas na legislação.

Em aditamento às informações veiculadas anteriormente relativas à presença de Xylella fastidiosa no arquipélago das Baleares e em Alicante, a DGAV refere que em resultado da prospeção realizada nessas regiões, foram, até à data, identificadas em Maiorca, Ibiza e Menorca 627 plantas infetadas com três subespécies diferentes da bactéria (subsp. fastidiosa, subsp. pauca e subsp. multiplex) pertencentes a 18 espécies vegetais, nomeadamente, oliveira, zambujeiro, amendoeira, cerejeira, ameixeira, videira, nogueira, acácia, freixo, aloendro, rosmaninho, Lavandula dentata e Polygala myrtifolia.

Por outro lado, em Alicante, os trabalhos de delimitação da área afetada conduziram, até à data, à deteção de 106 amendoais infetados com a subespécie multiplex, estando em curso medidas de erradicação.

Conforme informação das autoridades espanholas, as outras espécies vegetais presentes na área circundante desses amendoais, tais como oliveira, citrinos, videira, figueira, outras prunóideas e outras espécies ornamentais e espontâneas, têm sido igualmente testadas intensivamente, até à data com resultados negativos.

Face à ameaça crescente de ocorrência no território português, a DGAV reitera o alerta: caso observe sintomas suspeitos desta bactéria, deve de imediato notificar os serviços de inspeção fitossanitária da Direção Regional de Agricultura e Pescas da área onde se encontra.





Fonte: Agrotec

 
 
18-04-2018
       
 
   
 
 
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