Notícias > Mosca branca e ácaros atacam. Área plantada de tomate para indústria cai 26%
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  Mosca branca e ácaros atacam. Área plantada de tomate para indústria cai 26%


Os produtores de tomate depararam-se com fortes ataques de mosca branca e de ácaros a originarem frutos em fim de ciclo com a polpa totalmente descolorada (branca ou ligeiramente alaranjada), com pouco interesse para a indústria transformadora. Resultado: registou-se uma grande redução na área plantada de tomate para a indústria.

Segundo as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 31 de Maio, a plantação de tomate para a indústria decorreu com um atraso de três semanas face ao normal, não estando ainda totalmente concluída.


Área instalada sofreu uma redução de 26%

A área instalada sofreu uma redução significativa, passando dos 19,6 mil hectares em 2017 para os 14,4 mil hectares (-26%).

“Esta diminuição é, essencialmente, reflexo duma campanha passada muito adversa em termos fitossanitários, com os fortes ataques de mosca branca e de ácaros a originarem frutos em fim de ciclo com a polpa totalmente descolorada (branca ou ligeiramente alaranjada), com pouco interesse para a indústria transformadora que, nos casos em que os adquiriu, os valorizou a preços muito abaixo dos praticados para os frutos sãos”, explicam os técnicos do INE.

E adiantam que “estas contrariedades afastaram um número considerável de produtores desta cultura, tendo, para a grande maioria dos restantes, induzido a redução da área instalada”.


Desenvolvimento tem sido lento

As searas mais adiantadas já estão em floração, mas o desenvolvimento tem sido lento, quer devido às temperaturas amenas, quer por se estar a plantar numa fase já muito adiantada de desenvolvimento, sofrendo um maior choque de transplante. Regista-se ainda um evidente aumento no número de tratamentos fitossanitários preventivos face ao habitual.

Girassol

Também no girassol a instalação das searas realizou-se com alguma dificuldade, registando-se casos de sementeiras em final de Maio (quase dois meses de atraso face a um ano normal).

O INE prevê uma diminuição da área semeada (-20%), face à campanha anterior, principalmente devido à descida do preço pago pela indústria transformadora.

A emergência foi, em geral, boa, mas as temperaturas amenas não têm favorecido o desenvolvimento e a maioria das searas ainda não entraram na fase reprodutiva.






Fonte: Agricultura e Mar Actual / INE

 
 
22-06-2018
       
 
   
 
 
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